domingo, 8 de novembro de 2009

O caso Uniban (essa me surpreendeu)

Neste domigo fui surpreendida pela notícia de que a aluna Geisy Arruda, agredida verbalmente por colegas dentro do campus da Uniban somente por usar um vestido vermelho e curto, foi expulsa da universidade. A sindicância instaurada para apurar o fato, que ganhou notoriedade graças aos videos do youtube, concluiu que a aluna foi a principal responsável pelo tumulto e a desligou do quadro discente da instituição. Das centenas de estudantes que xingaram e vaiaram Geisy, alguns receberam advertências. Há muito tempo que a universidade deixou de ser UNIVERSIDADE.
Hoje as palavras são poucas, pois elas não seriam suficientes para expressar a minha indignação.
Para finalizar, o comentário de uma leitora da notícia publicada no UOL. Concordo plenamente com seu ponto de vista:

"A expulsão da aluna ameaçada de violência revela a superficialidade do discurso de que as décadas posteriores à revolução sexual e de costumes caminham para a igualdade de direitos entre homens e mulheres. O caso da UNIBAN nos revela o quanto o corpo feminino ainda é visto como propriedade masculina e o quanto as conquistas femininas tem um longo caminho a ser percorrido. Revela ainda o quanto as instituições, inclusive as universitárias, se afastam do compromisso com a ética e a reflexão, absolvendo 700 vândalos e transformando vítima em ré. Nessa mesma universidade em abril, uma aluna foi vítima de linchamento por não se dispor a participar de uma manifestação contra a mudança dos métodos avaliativos e novamente os acusados se mantiveram à sombra de qualquer punição. Estamos diante de um compromisso frente ao livre-arbítrio humano, à liberdade de ser e agir garantida pela Constituição, violado com os mais sórdidos argumentos.O que está em questão não é a roupa, as insinuações ou a vida sexual da aluna, mas a violência desmedida e infundada, e o que é pior, dirigida a uma mulher, metaforicamente apedrejada por se portar como senhora de sua sexualidade."
Camila Sousa

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sobre Claudia Leitte x Alex Lopes (ou seria o contrário?)

Desde que eu li uma matéria sobre a confusão na coletiva de impensa da cantora Claudia Leitte, momentos antes de seu show no evento Sauípe Fest, fiquei curiosa em saber mais detalhes da história. Principalmente porque envolve supostas agressões a uma equipe da imprensa. O jornalista Alex Lopes, o outro protagonista do "barraco", escreveu em nota que foi agredido pelo marido de Claudia e a equipe da TV Aratu foi coagida pelos seguranças a entregarem as fitas. Segundo Lopes, um fotógrafo que registrou as ameaças também teve de apagar as fotos. A assessoria da cantora negou veementemente as acusações.
Fiquei bastante interessada pelo assunto. Não, o mundo das celebridades não me contagia, era o comportamento do jornalista que me interessava. E faço algumas considerações sobre o episódio:
1) Uns acreditam no jornalista porque não gostam de Claudia Leitte e a acham arrogante. Concordo com a parte da arrogância, mas que não é limitada a esta cantora. Artistas geralmente são egocêntricos e não costumam reagir bem às críticas. Nem os jornalistas, que não pertencem a essa classe, porém são egocêntricos e arrogantes ao extremo (alguém ouse discordar disso nos comentários...rs). 90% dos que defendem Claudia são fãs.
2) O video mostra somente Claudia falando em tom exaltado, enquanto Lopes não tem oportunidade de falar. Mas, quando pega o microfone pronuncia palavras com um cinismo velado e um sorriso irônico estampa seu rosto.
3) A imprensa ficou dividida entre defender o jornalista ou a celebridade. O Portal da Imprensa, por exemplo, sutilmente toma partido de Lopes. Já o iBahia, site ligado à Rede Bahia de televisão, defende Claudia com todas as palavras.
4) O que me interessou nessa história foi a utilização da palavra ética. Claudia afirma que ele não aprendeu a ter ética com os pais. Ele rebate, dizendo que pois fez faculdade (essa parte eu achei engraçada). Quando estamos na universidade estudamos a disciplina ética, em qualquer área. Mas a ética vem de berço, não é um livro que determina o caráter de uma pessoa.
5) Enfim, depois de tantas considerações, só me resta opinar. Ambos são vilões nessa história. Claudia Leitte por vestir um ego que não aceita críticas. Alex Lopes, por argumentar que a critica por não gostar de seus fãs(!?). Desde quando a preferência do jornalista se tornou critério de noticiabilidade?
P.S: Currículo dos dois: Claudia Leitte é uma das mais famosas cantoras de axé, além de ter um timbre de voz e carisma muito parecidos com os de Ivete Sangalo, o que gera inúmeras comparações entre as duas; Alex Lopes dono do site Universo Axé e também é repórter do programa da TV Aratu/ SBT "Que venha o povo".
P.S II: Não sou fã de Claudia Leitte, nem de Ivete Sangalo, nem curto axé.
P.S II: Estou pronta para as críticas!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Web: lugar da paz


Chegamos a um estágio em que não conseguimos mais nos imaginar sem a internet e suas redes sociais. Se não fosse a web, hoje eu não estaria publicando um texto ou opinando para o mundo inteiro em apenas alguns minutos. Essa revolução foi tão rápida e intensa que ainda tentamos digerir essas transformações e acompanhar as todas as informações nem é possível. Os estudiosos tentam encontrar respostas para as inúmeras questões que a Era High Tech e rede 2.0 suscitaram, mas a notícia que li sobre esse assunto mais interessante foi publicada pelo site do Observatório da Imprensa, o texto "Conversas impossíveis".

A pauta era como as redes socias podem aproximar pessoas de ideologias, culturas e religiões diferentes. Segundo a matéria "no dia 27 de outubro aconteceram 5.296 contatos online entre palestinos e israelenses, 7.965 mil diálogos entre sérvios e albaneses, 7.231 conversas entre indianos e paquistaneses e 14.586 mensagens trocadas entre gregos e turcos". Povos que pessoalmente se matam em nome de partido ou religião, trocando mensagens amistosas pelo Facebook. Claro, tem toda uma política de incentivo por trás destes números. A iniciativa foi do site numa parceria com o Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT).

Isso é apenas uma pesquisa quantitativa, mas, aponta que as diferenças podem ser superadas. E, muitas vezes, o conflito de poucos não é aprovado por muitos. A nós, Seres Humanos, cabe o desafio de promover a inclusão: social, tecnológica, cultura. Ainda podemos escolher a paz.